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A ORIGEM DO FORO DE SÃO PAULO: UM PROJETO DE PODER NASCIDO DO FRACASSO ARMADO

Escrever sobre o Foro de São Paulo é quase como revisitar um velho prontuário carimbado tantas vezes que a capa já perdeu a cor. Ali está registrado o ponto de virada de uma estratégia que começou na bala e terminou no palanque — ao menos oficialmente. Para quem trabalhou dentro do sistema prisional brasileiro e viu de perto o que as ideologias são capazes de produzir quando encontram ambiente fértil, nada soa realmente novo: ideias grandes nascem, quase sempre, da ruína dos seus fracassos anteriores.

O século XX foi um terreno de guerra ideológica. De um lado, o projeto comunista soviético, ambicioso, expansionista, e que não se contentou com fronteiras físicas; do outro, países tentando sobreviver ao rolo compressor dessa agenda global. Esse cenário é bem descrito nos documentos que analisam as disputas ideológicas do período, apontando como o comunismo dividiu sua atuação em duas frentes — a intelectual e a armada. E no Brasil, como sabemos, apenas a armada foi efetivamente combatida. Quando a guerrilha cai, a caneta se levanta.

É nesse ambiente de derrota militar e reorganização ideológica que nasce o Foro de São Paulo, em 1990, articulado por Luiz Inácio Lula da Silva e Fidel Castro, após a queda do Muro de Berlim e o colapso da URSS. A esquerda latino-americana precisava de um novo fôlego. Se a tomada do poder pela via armada fracassara — e não foi por falta de tentativa — restava a via institucional, revestida de discurso democrático, mas com a mesma velha ambição revolucionária: unificar partidos, movimentos e governos de esquerda em torno de um projeto regional de poder.

O CONTEXTO QUE GERA O FORO

Antes de o Foro aparecer com seu nome pomposo, a semente do projeto já estava lançada. Nos anos 60 e 70, guerrilheiros e intelectuais de esquerda, derrotados militarmente, foram para dentro das prisões — e dali começaram a reorganizar suas estratégias. Era a origem do Foro de São Paulo.

A prisão, como sabemos, é incubadora de ideias — boas e ruins. E foi naquele caldeirão que se fundiram duas linhas: a militância ideológica clássica e o crime organizado nascente. O que Gramsci chamaria de “guerra cultural” encontrou eco em marginais de toda espécie. Enquanto o Estado se preocupava apenas com o combate armado, a estratégia intelectual corria solta, principalmente nas universidades. Isso pavimentou não só a formação moral da militância, mas também a reorganização política de grupos revolucionários.

Quando a URSS cai, cai junto o sonho romântico de revolução armada. Era preciso redefinir o jogo. Surge então a ideia de uma grande articulação continental.

O NASCIMENTO FORMAL

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O Foro de São Paulo é fundado em julho de 1990, na capital paulista. Participaram sua primeira reunião cerca de 48 organizações — partidos, movimentos sindicais e grupos armados de esquerda de toda América Latina. Seu objetivo oficial era reorganizar a esquerda frente ao avanço do neoliberalismo pós-Guerra Fria.

Na prática, queria-se reconstruir o bloco socialista no continente.

O curioso — mas não surpreendente — é que essa reorganização veio logo após o esfarelamento do bloco soviético. É a velha lógica da sobrevivência ideológica: quando a fortaleza cai, os sobreviventes procuram abrigo no que sobrou.

A AMÉRICA LATINA COMO TABULEIRO

Nos anos seguintes, o Foro se mostrou extremamente eficiente na articulação política. Governos ligados à sua agenda chegaram ao poder em diversos países:

  • Brasil (PT)
  • Venezuela (Chávez e Maduro)
  • Bolívia (Evo Morales)
  • Equador (Correa)
  • Nicarágua (Ortega)
  • Argentina (Kirchnerismo)

A promessa era sempre a mesma: justiça social, direitos, democracia popular. O resultado não poderia ser diferente; aumento de corrupção, aparelhamento estatal e cooptação institucional. O Brasil conhece bem essa história, afinal, viveu-a na prática. Na realidade nunca estiveram preocupados com a população, apenas em como tomar o poder e permanecer nele. E para isso infiltraram seu pessoal em todas as camadas da sociedade.

AS PORTAS QUE SE ABRIRAM PARA O CRIME

Como profissional do sistema prisional, testemunhei uma verdade que poucos querem admitir: quando o Estado enfraquece propositalmente seus instrumentos de controle, o crime organizado ocupa o vácuo. A própria insurgência criminal — fenômeno moderno que mistura ideologia, crime e disputa territorial — floresce em ambientes de crise institucional, causada propositalmente para gerar o caos e em nome da “justiça” estabelecer perseguição aos opositores.

E a verdade inconveniente é que, mesmo sem intenção declarada, mas muito bem planejada, políticas provenientes de setores alinhados ao Foro de São Paulo frequentemente geraram:

  • enfraquecimento das forças de segurança,
  • excesso de garantismo monocular,
  • caos jurídico,
  • expansão das facções.

Ou seja, quando o discurso político faz da polícia um inimigo e do preso um herói, o resultado vem rápido: cresce a violência, cresce a criminalidade e cresce o poder paralelo — dentro e fora do presídio.

O FORO COMO ESTRATÉGIA DE LONGO PRAZO

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O Foro de São Paulo não nasceu como partido, mas como polo ideológico-organizacional. Um centro de coordenação e difusão estratégica para a esquerda latino-americana. De certo modo, aplicou uma versão ampliada da lógica gramsciana: ocupar espaços, construir hegemonia cultural, influenciar legislações e formar quadros para, enfim, realizar mudanças estruturais sem disparar um tiro.

Troca-se o fuzil pelo microfone. O objetivo permanece.

O sucesso foi tão grande que até poucos anos atrás a mídia insistia em dizer que o Foro de São Paulo nunca existiu, e que não passava de uma invenção da oposição para tentar difamar o PT. Enquanto isso os futuros jornalistas que estavam sendo formados nas universidades, assim como toda a futura classe trabalhadora que iriam ocupar espaços de relevância, foram sendo manipulados de modo a acreditar que mais que ter capacidade para ser um bom profissional deveria ser militantes em prol de uma mudança cultural.

UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL

Durante anos esse assunto esteve em uma espiral do silencio, e quem se atrevesse a falar sobre o Foro de São Paulo era um conspiracionista, quando não simplesmente ignorado e taxado como louco. Dentre esses poucos loucos tem grande destaque o professor e filósofo Olavo de Carvalho que abriu espaço para a discussão e juntou documentos que comprovavam a relação das organizações criminosas com partidos brasileiros e internacionais. Após anos de trabalho e duras criticas Olavo expos o Foro como alguém que expõe as tripas pobres um parasita gigante. Os detalhes desse estudo é facilmente encontrado em sua obra O FORO DE SÃO PAULO – A Ascenção do Comunismo na América Latina. https://www.amazon.com.br/Foro-S%C3%A3o-Paulo-comunismo-latino-americano/dp/8595071217

Se o Brasil fosse um país sério o Foro não chegaria onde chegou. Como nossa Constituição, assim como aqueles de deveriam guardá-la e aplicá-la não vale para muita coisa, os organizadores do Foro não tiveram dificuldades quando se deparam com o artigo, que de forma expressa, veda a participação e subordinação de partidos brasileiros a outras instituições.

ARTIGO 17- É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos:

I – caráter nacional;

II – proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes;

III – prestação de contas à Justiça Eleitoral;

IV – funcionamento parlamentar de acordo com a lei.

CONCLUSÃO: O FORO COMO HERANÇA DA GUERRA PERDIDA

O Foro de São Paulo é, essencialmente, o fruto político da derrocada armada da esquerda latino-americana. Quando a bala falha, a retórica assume o posto. E como nos lembra a criminologia, os valores são aprendidos pelo meio — basta olhar como esse ambiente ideológico moldou gerações de militantes, governantes e operadores do sistema.

O Foro não é lenda urbana nem conspiração fantasiosa — é um fato histórico, documentado, institucionalizado e eficiente. Um projeto de poder que influenciou o continente inteiro e que, direta e indiretamente, ajudou a moldar o cenário de insegurança, violência e desorganização estatal que enfrentamos hoje.

E como alguém que passou anos lidando com o resultado final de todas essas teorias — o preso, o faccionado, o ciclo da violência — posso afirmar: toda ideologia que flerta com o caos social acaba encontrando no presídio seu espelho mais fiel. O preso, que diz lutar contra o Estado e o Sistema, é incapaz de perceber que ele é o resultado daquilo que diz ser contra. Produz e morre para os patrões que nunca conheceram acreditando que estavam do lado certo.

Veja mais em: https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/conheca-a-historia-do-foro-de-sao-paulo-e-suas-principais-controversias

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